quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Israel quer aderir à UE

Israel deverá passar a integrar-se na Europa unida, opinou o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Liberman, ao discursar em uma conferência internacional em Viena. No seu parecer, Israel "é um único país no Médio Oriente onde existe a democracia estável, representando ali a civilização ocidental". No entanto, Liberman disse que teria sido melhor, se Moises tivesse levado os judeus a uma região próxima da Alemanha, Áustria ou Itália", ironizou.

Netanyahu cita lição do Holocausto ao lidar com Irã

O primeiro-ministro israelense, citando as lições aprendidas no Holocausto nazista e o perigo de um Irã nuclear, disse que Israel não deveria hesitar em agir sozinho para impedir qualquer ameaça a sua existência. Netanyahu disse que uma lição do Holocausto, em que seis milhões de judeus foram mortos durante a Segunda Guerra Mundial, era a de que Israel "deve forjar quantas alianças forem possíveis no mundo" para agir contra qualquer ameaça existencial. Mas acrescentou: "não devemos enterrar nossa cabeça na areia. O regime iraniano pede abertamente a destruição de Israel, e planeja a destruição de Israel e age pela destruição de Israel. A lição é que as nações do mundo devem ser despertadas."

domingo, 22 de maio de 2011

Processo em NY acusa Irã de participar diretamente do 11/9

Um grupo de familiares de sete vítimas dos atentados do 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos apresentou um processo em um tribunal de Nova York no qual supostamente oferece provas "claras e convincentes" de que o Irã esteve "diretamente envolvido" nos ataques terroristas. Segundo os documentos apresentados no Tribunal do Distrito Sul de Nova York que podem ser vistos nos registros eletrônicos do sistema judiciário americano, "o Irã forneceu material à Al-Qaeda antes, durante e depois dos trágicos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, especialmente facilitando viagens e oferecendo-lhes refúgio".

sábado, 30 de abril de 2011

Israel lança campanha contra acordo interpalestino

Israel utilizará o acordo de reconciliação entre a Autoridade Palestina e o movimento terrorista Hamas para minar a campanha em favor do reconhecimento do Estado palestino pela ONU em setembro. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu decidiu lançar uma campanha para que nenhum governo unitário palestino seja reconhecido caso inclua membros do Hamas. Netanyahu viaja nos próximos dias para Londres e Paris com o objetivo de convencer seus interlocutores europeus a não votarem na ONU em favor do reconhecimento de um Estado palestino sem o consentimento prévio de Israel.

O ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, advertiu que a recente reconciliação entre Hamas e Fatah pode levar o movimento islamita a tomar o controle da Cisjordânia. A tese foi apresentada em uma entrevista, na qual Lieberman disse que os esforços para acabar com a divisão política palestina são resultado do temor do Hamas, cujo escritório político tem sua base em Damasco, onde o regime sírio é alvo de manifestações que exigem sua queda. Após o anúncio do pacto, o dirigente do Hamas Mahmoud Zahar disse que o Executivo palestino interino não empreenderá negociações de paz com Israel. Sobre essa e outras questões relativas ao novo pacto de reconciliação palestina, Lieberman manifestou apreensão pela possibilidade de o grupo islamita, que controla a Faixa de Gaza por meio da força desde 2007, fazer o mesmo na Cisjordânia.

Prolongada ausência de Ahmadinejad provoca rumores de crise

O presidente Mahmoud Ahmadinejad não participou nesta quarta-feira do Conselho de Ministros pela segunda vez em uma semana e não fez aparições públicas desde 22 de abril, alimentando os rumores sobre uma grave crise política dentro do poder no Irã. O presidente iraniano desapareceu do cenário político pouco depois da tentativa frustrada de conseguir a renúncia de seu ministro de Serviços de Inteligência, Heydar Moslehi, decisão que tropeçou no veto do guia supremo Ali Khamenei. Esta ausência é incomum em se tratando de Ahmadinejad, geralmente onipresente nas notícias, com declarações quase diárias. Rumores têm circulado sobre sua renúncia ao cargo devido à crise política. A imprensa oficial não faz comentários a respeito.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Analista diz que Brasil deve endurecer com Irã se quiser apoio dos EUA na ONU


O Brasil precisa ser mais cético em relação às intenções do Irã se pretende obter o apoio dos Estados Unidos em sua busca por um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU.
"O Brasil precisa demonstrar mais vontade de olhar seriamente para as evidências de que o Irã pode estar desenvolvendo armas atômicas", disse Peter Hakim, presidente emérito do Inter-American Dialogue, um centro de estudos focado em América Latina e baseado em Washington.
Hakim disse que o Estados Unidos ainda estão irritados com o acordo que Brasil e Turquia intermediaram com o Irã sobre a questão nuclear. Depois da tentativa de negociação, os dois países votaram contra sanções ao Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), o que desagradou os norte-americanos.
Para Hakim, o Brasil não precisa necessariamente concordar com os Estados Unidos, mas deveria adotar um distanciamento em relação ao Irã.
"Washington vê que hoje o Brasil usa a questão do Irã para provocar os Estados Unidos", afirmou. "Acredito que um período de distância cordial entre o Brasil e o Irã seria bem-vindo."
Em relação à presidente Dilma, as perspectivas são favoráveis, já que a presidente Dilma Rousseff está sendo vista como alguém com poder de decisão, com um olhar pragmático e moderado para analisar as questões.

Brasil apoia resolução crítica a Israel, vetada pelos EUA

O Brasil apoio o projeto de resolução apresentado pelos países árabes, pedindo condenação do Conselho de Segurança da ONU à postura israelense de construir assentamentos em territórios palestinos. A resolução foi vetada nesta sexta-feira pelos Estados Unidos, o principal aliado de Israel. A embaixadora do Brasil na ONU é a Sra. Maria Luiza Viotti.

sábado, 26 de junho de 2010

Israel solta balões para marcar 4 anos de cativeiro de Shalit

Israelenses tomaram as ruas e soltaram balões, nesta sexta-feira, para marcar os quatro anos de cativeiro do soldado Gilad Shalit, que é mantido prisioneiro pelo Hamas, em condições que a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch define de cruéis. Em Tel Aviv, cerca de 100 ciclistas foram em comboio para as embaixadas de cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas, levando bandeiras exibindo imagens de Shalit e as cores de Israel nas motocicletas.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Exército israelense divulga fotos de armas de ativistas da frota "humanitária"



O Exército israelense divulgou novas fotos de ferramentas e equipamentos de uso militar não bélicos que portavam os ativistas da frota humanitária atacada na segunda-feira passada, em uma tentativa de convencer a opinião pública de que eles não eram pacifistas.
Entre as ferramentas que Israel afirma que foram usadas para atacar os comandos israelenses, existe um número indeterminado de coletes à prova de balas com a lua crescente do Islã, alguns equipamentos de visão noturna e binóculos. Além disso, existem estilingues - com os quais se poderiam lançar bolinhas de gude -, facas, navalhas, duas serras, um machado e discos de serra. O texto militar destaca que, "nos outros cinco navios interceptados, os soldados não encontraram resistência e ninguém ficou ferido".

sábado, 1 de maio de 2010

Mulheres árabes pagam para restaurar virgindade


Jovens mulheres de países ou de origem árabe estão pagando cerca de 2 mil euros (aproximadamente R$ 4,6 mil) por uma cirurgia realizada na França para restaurar a virgindade, um procedimento que, em alguns casos, pode salvar suas vidas.

A clínica que faz a cirurgia de restauração do hímen fica em Paris e é liderada pelo médico Marc Abecassis. De acordo com ele, são feitas entre duas ou três cirurgias por semana, que duram em média 30 minutos e requerem apenas anestesia local.

Abecassis afirma que a média de idade de suas pacientes é de 25 anos e que elas são de todas as classes sociais.

Apesar de a cirurgia já ser feita em muitas clínicas em todo o mundo, Abecassis é um dos poucos médicos árabes que fala abertamente sobre o procedimento. Ele afirma que algumas das mulheres que o procuram precisam do certificado de virgindade para conseguir se casar.

"Ela pode estar em perigo, pois, em alguns casos, é uma questão de tradições e família", disse o médico. "Acredito que nós, como médicos, não temos direito de decidir por elas ou julgá-las."

Para estas mulheres existe também uma opção sem cirurgia. Um site de uma fábrica chinesa vende hímens artificiais por 23 euros (cerca de R$ 54). O hímen chinês é feito de elástico, contém sangue artificial e é colocado dentro da vagina para a mulher simular virgindade, de acordo com a companhia.

Suicídio

Em partes da Ásia e no mundo árabe mulheres que mantiveram relações sexuais correm o risco de ficar isoladas em suas comunidades ou até mesmo mortas.

A pressão social é tão grande que algumas mulheres chegaram a cometer suicídio. Um dos exemplos da pressão social enfrentada pela mulheres é o de Sonia, que estuda artes em uma universidade de Paris.

Apesar de ter nascido na França, a cultura e as tradições árabes estão no centro da vida de Sonia e a vigilância da família é severa. Mas ela perdeu a virgindade fora do casamento.

"Pensei em suicídio depois da minha primeira relação sexual, pois não conseguia ver nenhuma outra solução", disse. No entanto, a jovem foi a Paris, na clínica de Marc Abecassis, para fazer a cirurgia de restauração do hímen. E afirma que nunca vai revelar o segredo para ninguém, especialmente para seu futuro marido.

"Acho que é minha vida sexual e não tenho que falar para ninguém a respeito", afirma e acrescenta que são os homens que a obrigam a fazer isso.

sábado, 17 de abril de 2010

Descoberta arqueológica em Gaza

Ao menos mil moedas antigas e vestígios de uma construção de cerca de 2.300 anos foram descobertos no sul da Faixa de Gaza, na zona da cidade de Rafah. "As descobertas mais importantes são moedas antigas de prata, pequenas e grandes", revelou Mohammed al Agha, ministro do Turismo e das Antiguidades. A equipe de arqueólogos encontrou ainda vestígios de muros e um pórtico cuja construção pode datar de 320 a.E.C. Também foi descoberto um compartimento subterrâneo "misterioso", cuja entrada está obstruída, e que pode ser uma tumba.

Lula diz que Irã sofrerá as consequências se escolher armas nucleares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva advertiu o Irã de que terá de arcar com as consequências se optar pela produção de armas nucleares. Lula realiza visita oficial ao Irã em maio. O presidente brasileiro, que não detalhou quais seriam as consequências, voltou a defender o diálogo com a República Islâmica.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Israel aprova troca de prisioneiros com Hamas, mas impõe condições

Após uma maratona de reuniões, o governo israelense aprovou a proposta do movimento radical islâmico palestino Hamas de troca de mil prisioneiros pela libertação do soldado israelense Gilad Shalit, capturado em 2006. Segundo a imprensa israelense, o governo impôs certas condições que serão repassadas ao Hamas pelos mediadores da negociação. Segundo o jornal "Yedioth Ahronoth", a resposta de Israel foi um "sim condicionado", já que exige que um número não determinado de presos palestinos seja exilado. O jornal "Haaretz" afirma que o governo israelense quer limitar o número de palestinos libertados que ficarão na Cisjordânia. Já os prisioneiros considerados os mais perigosos seriam expulsos da faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, ou para o exterior.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Merkel considera bomba nuclear iraniana "inaceitável"

A chanceler alemã, Angela Merkel em discurso no Congresso dos Estados Unidos que uma bomba nuclear em mãos iranianas é "algo inaceitável" e pediu colaboração no campo da mudança climática.
Merkel discursou durante meia hora diante das duas câmaras do Congresso americano, uma honra concedida a poucos líderes estrangeiros.
Em sua fala, Merkel afirmou que "uma bomba nuclear nas mãos de um presidente iraniano que nega a existência do Holocausto, que ameaça Israel e nega o direito desse país de existir é algo inaceitável".
O discurso da chanceler alemã ocorre num momento em que as potências internacionais buscam chegar a um acordo com o Irã pelo qual Teerã entregaria à Rússia o urânio pouco enriquecido de sua usina de Natanz, para que os russos o refinem até chegar que possa ser usado para fins médicos.
A parte mais emotiva do discurso de Merkel, oriunda da antiga Alemanha Oriental, se deu quando agradeceu o apoio americano à reunificação de seu país. A chanceler descreveu sua vida como uma menina criada na Alemanha Oriental, filha de um pastor protestante e de uma professora, e disse que "nunca, em meus melhores sonhos, pensei que este dia chegaria".
"Não me passava pela cabeça pensar em viajar para os Estados Unidos, muito menos comparecer diante dos senhores algum dia", declarou.
Neste sentido, o presidente americano agradeceu "os sacrifícios dos soldados alemães no Afeganistão e nosso trabalho comum para trazer a paz e a estabilidade" ao país.

sábado, 24 de outubro de 2009

Marcelo Itagiba deixa PMDB e critica governo na relação com Irã

O deputado federal Marcelo Itagiba, do Rio de Janeiro, deixou o PMDB e ingressou no PSDB. Entre os motivos, Itagiba alega incompatibilidade com o partido dele compor a base do atual governo, que trata amistosamente o presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad. No ofício enviado ao PMDB, Itagiba critica a iniciativa do governo Lula de receber em solo brasileiro Ahmadinejad, um governante "que insiste em negar a existência do Holocausto ocorrido durante a 2ª Guerra Mundial, que ceifou milhões de vidas, inclusive a de familiares meus". Itagiba lembra também que o presidente iraniano nomeou como Ministro da Defesa Vahidi Ahmad, acusado de ser um dos mentores do atentado à Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), que matou 85 pessoas em Buenos Aires.

Suposto integrante de grupo neonazista tem ligação com o PCC

Um dos 2 integrantes de dupla neonazista presa em Porto Alegre, Laureano Toscani, 24 anos, tem ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo. A informação é do delegado Paulo César Jardim, da 1ª Delegacia de Polícia Civil da Capital, que diz que a prisão é uma vitória para a polícia gaúcha. Eles são suspeitos de tentativa de homicídio, racismo e formação de quadrilha. Os dois foram levados ao Presídio Central. Laureano ainda é acusado de outros crimes, entre eles a tentativa de homicídio contra três judeus no bairro Cidade Baixa, em 2005. Ele já cumpriu pena no Presídio Central e em São Paulo.

Brasil no conselho de Segurança da ONU

O Brasil, junto com a Bósnia-Herzegovina, Gabão, Líbano e Nigéria, foi eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança da ONU para o período 2010-2011. Entre as prioridades brasileiras para o mandato está a paz no Oriente Médio. Numa carta endereçada ao chanceler Celso Amorim, o Centro Simon Wiesenthal cumprimentou o Brasil pela eleição, dizendo esperar que o Brasil terá uma oportunidade especial durante a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, em novembro próximo, para condenar seus perigosos chamamentos à destruição de Israel, sua negação do Holocausto e seu apoio ao terrorismo internacional.

Abbas acusa Hamas de barrar reconciliação palestina

O presidente da Autoridade Nacional Palestina acusou o movimento terrorista Hamas de dificultar a reconciliação entre as facções palestinas. "O movimento Fatah apoiou o acordo de reconciliação apresentado pelo Egito. O Hamas, porém, pôs obstáculos à reconciliação", disse Abbas depois de reunir-se com o presidente egípcio, Hosni Mubarak

domingo, 11 de outubro de 2009

Visita de Ahmadinejad ao Brasil em novembro é confirmada

O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, fará uma visita oficial ao Brasil no fim de novembro, anunciou neste domingo o diretor da Associação de Amizade Irã-Brasil, Mir-Qasem Momeni. "Durante a viagem, serão debatidas questões econômicas e culturais, assim como a ampliação das relações bilaterais", disse Momeni, citado pela agência de notícias Fars.
Fontes brasileiras já tinham dito que a visita poderia acontecer em 23 de novembro. Caso realmente aconteça, a viagem será a primeira de Ahmadinejad ao Brasil, país com o qual o Irã estreitou relações políticas e econômicas nos últimos meses.
No campo político, o Brasil comemorou na semana passada a retomada das conversas do Irã com a comunidade internacional sobre seu programa nuclear. A questão chegou a ser discutida entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu colega americano, Barack Obama, em uma reunião paralela à cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e as principais nações emergentes), realizada em Pittsburg (EUA), no fim de setembro.
Na ocasião, Lula, que cogita a hipótese de viajar ao Irã no ano que vem, se posicionou contra a imposição de novas sanções à República Islâmica. O presidente brasileiro também disse, durante a reunião do G20, que pretende estreitar ainda mais os laços com o Irã. Segundo especialistas, o comércio entre Irã e Brasil movimenta cerca de US$ 2 bilhões ao ano.